SOMOS LUZ

SOMOS LUZ

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

QUANDO VOCÊ CHEGOU...

Quando você chegou ganhei outro nome: Mamãe.

Quando você chegou ganhei: Amor.

Quando você chegou ganhei: Afazeres.

Quando você chegou ganhei: Alegria.

Quando você chegou ganhei: Olhos mais brilhantes e aguçados para a vida.

Quando você chegou ganhei: Uma nova pessoa em mim.

Quando você chegou ganhei: Mais força, que eu nem julgava existir.

Quando você chegou ganhei: Mais serenidade.

Quando você chegou, pude provar a vida com o melhor por vir.....Amor

MEADOS DE OUTUBRO EM 2006

A noite se fez,
Uma vida tomou forma dentro de mim.
A sua vida.
Concebível,
Impalpável,
Invisível aos olhos.
Minha alma o sentia crescer a cada instante,
Inacreditável.
Eu o sentia pelo tato do coração.
Você crescia dentro de mim.
Isso foi ontem.
Hoje chegou tão rápido!
Me belisco,
Ainda não acredito.
Você cresce mais a cada dia, dentro e fora de mim,
Meu amor por você idem.
Ontem, hoje e sempre e tanto.

Com amor, Mamãe.

INSISTO

Com firmeza seco teu pranto.
Quando o que espera de mim, que lhe conceda todos os teus desejos.
Não posso.
Não sou o gênio da lâmpada (Te lembras que até ele impôs limites e concedeu apenas 03... os desejos).
Posso amá-lo infinitamente.
E educar-te, preciso.
É meu papel, filho.
Não hesito.

Que Deus te abençoe e que te tornes um homem de bem, por isso insisto meu bem, guiar-lhe quando preciso.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DIA LINDO

O dia hoje começou muito bem.

- Bom dia Vini!

Dou-lhe meu tradicional beijo de bom dia, recebo de volta um abraço gostoso, um beijo e com um rosto colado no meu, ouço com felicidade:

- O Vini é amigo da mamãe!

Delícia de início de dia!!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

CORDA BAMBA

Parece impossível, inconcebível, mas às vezes se está na corda bamba, balançando prá lá e prá cá, buscando equilibrio, quando na verdade se está a poucos segundos do chão...

É tão óbvio, mas quando se está em cima da corda, a percepção pode estar alterada, por esperanças ou ilusões...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

RAPAZZZ

- Vini, você é o meninão da mamãe?

Vejo um tapa no peito e ouço atônita, o seguinte comentário, de um ser de 02 anos;

- Não mamãe, eu já sou um rapaz!

Ah, então tá, né...

Passados alguns dias, ontem veio o complemento... rs

- Eu já sou um rapaz e a mamãe é uma RAPAZA...

Acho muito boa a lógica do seu raciocínio e não emboto a sua criatividade com as regras da Língua Portuguesa, pelo menos por enquanto...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

QUEIJO ROSA

- Mamãe, por favor, me dá um queijinho rosa!

- Queijo rosa, Vini?

- É mamãe esse queijo rosa...

- Hummm... Você quer o presunto, né?

- É o queijo rosa...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SONIFERA ILHA

Já sentiu-se perdido, sózinho, numa ilha?

Uma bússola, seria o caso, se o solitário soubesse o que fazer com ela.

...

É... Aprender sempre é tempo!

PASSADO

Semanas atrás li que não devemos ficar atolados no passado.

Escrevi na época:

Bem, preciso URGENTE de um carro com tração nas 04 rodas prá me tirar de lá!
...

E não é que mesmo imaginário, o carro é bom mesmo!!! Aleluia!!!!!!!!
...

Delícia Literária: Lições sobre amor e viver do querídissimo e fantástico Morrie Schwartz

terça-feira, 1 de setembro de 2009

HOJE O CIRCO PEGOU FOGO E NÃO TEVE GRAÇA!

Tem certas coisas que acontecem que a gente nunca espera que aconteça com a gente ou ver tão perto. Pois é, hoje o circo pegou fogo e não teve a menor graça.

Madrugada, todo mundo dormindo e ouço uns apitos ao longe. Levanto mal humorada, pudera depois da maratona no fim de semana (filho passa mal - chama o Ugo na cama dele, na minha - vai pro hospital - toma remédio - tem reação alérgica - volta pro hospital - toma mais remédio - fica enjoado - dorme mal - fica chato - durmo mal e amarro o burro também...), há algumas noites não durmo direito, pois nos mudamos temporariamente para o chão da sala... Xingando penso em ir a cozinha prá tomar um remédio, assim durmo, mas decido ir ver quem é a criatura que faz tanto barulho em tão altas horas da noite!

Abro a janela e vejo uma fumaça estranha, meio atordoada olho o céu e está limpissímo, não pode ser neblina. Como não consigo identificar, acordo meu marido que dorme e ronca profundamente. Ele olha prá mim meio emburrado, pudera foi "arrancado" do seu descanso merecido.... Vai prá janela meio de bode e de repente diz:

- Tá pegando fogo na garagem, pega o Vi e desce!

Era só o que faltava! Já aconteceram coisas neste condomínio que até Deus dúvida, merece outros posts, mas não sei se tenho coragem de contar, um dia quem sabe. E agora mais essa, fogo!

Num segundo troco o pijama, arrumo uma mochila pro pequeno, mas como faltam ainda algumas coisas peço pro meu marido descer com ele e uma toalha úmida nas mãos, por precaução.

Abasteço a mochila com água e algumas frutas, pego a bolsa e saio. Meio insano o que eu fiz, mas sei lá quanto tempo vou ter que ficar longe de casa, então engano a fome do filhote se for preciso... coisas de mãe de um bebê quase menino. (Não sei se um bebê de 02 anos é ainda bebê ou se já é um menino....)

Chego na rua, toda a vizinhaça parada, atordoada, curiosa, sonolenta e com alguns cobertores, fitando os bombeiros. Foi assim a nossa madrugada. Arzinho gelado na calçada, olhos e cabeças meio zuretas de sono esperando os bombeiros apagarem o fogo que de fato vinha da garagem.

Trabalho terminado, restava saber de quem era o carro pegando fogo. Chega o bombeiro com a placa. De longe olho e fico com pena, era da sindica. Com muitas lágrimas , sem seguro, a sua função de sindica ainda lhe pede que sejam tomadas outras inúmeras providências, que ela com muito profissionalismo faz sem pestanejar. Ela não merecia isso, não mesmo...

sábado, 29 de agosto de 2009

A VÉIA NÃO TAVA EMBAIXO DA CAMA, MAS DEVIA!

Outro dia dirigindo por uma ruazinha relativamente tranquila aqui perto do bairro, vejo uma senhora de idade atravessando a rua. Diminuo a velocidade e páro para ela poder atravessar, como manda a boa educação e a minha consciência. Pasma ouço a dignissíma senhora gritando olhando para mim:

- Sua molenga!

Esqueço toda a educação recebida dos meus pais, esqueço que meu filho está no carro e indignada retruco com os meus botões:

- Ah, véia fia duma p...., eu párei prá senhora passar criatura!

Ouço uma pessoinha de nem 02 anos de idade se agitando no banco de trás:

- Mamãe, o que aconteceu?

- O que aconteceu filho? Aconteceu que a mamãe párou prá véia passar e a folgada xingou a mamãe...

Vou baforando e rindo prá casa. Mas não sem antes deixar que um último devaneio e desabafo passe pela minha cabeça: "Tem véio que fica fazendo hora extra aqui ao invés de ir logo pros
inferno!"

E depois ainda falam que o jovem não tem educação. Com uma mãe, vó como essa quem vai ter, me diz???

Tem gente que acha que por que está na melhor idade tem o direito adquirido ou o passaporte livre para ser grosso e mal educado...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

REFLEXOS NO ESPELHO

Durante um longo tempo eles ficaram nus em frente ao espelho que eram um para o outro. Conheceram-se de verdade. Amaram-se de verdade (cada um com a sua verdade). Um dia ele cansou e foi embora. Ela continuou ali cultivando aquela amizade, aquele amor. Uma tarde percebeu que não fora bem assim. Resignação. Vestiu-se e também partiu, mas antes escreveu no espelho a sua verdade. Nunca soube se ele voltou prá ler.

domingo, 23 de agosto de 2009

FREEZER

Que frio é esse?

Será que dá prá fechar um pouquinho a porta do freezer do céu?

As meias, cobertas, chás quentes, sopas e pipocas não tão dando conta este ano não...

Além de mofada, agora sim tô me sentindo congelada!

domingo, 16 de agosto de 2009

BRINCO DE PÉROLA

Uma frase curtinha valeu meu dia ontem!

Eu estava me arrumando. Estava de saída para trabalhar num evento e meu filho pergunta:

- Que é isso mamãe?

- É o brinco, filho.

- E é prá gente brincar mamãe?

- É prá brincar na orelha da mamãe querido!

O brinco não era de pérola, mas a frase, a construção do pensamento dele e o seu raciocínio são jóias bem mais raras, preciosas e divertidas!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

EU LAVO AS MINHAS MÃOS

Gripe ou Palhaçada do porco?

Ladainha rezada de março à última semana de junho pelo Ministério da Saúde: "Não é necessária preocupação, trata-se de uma gripe como outra qualquer..."

De repente, na primeira semana de julho, num passe de mágica, a ladainha muda de rumo e o Ministério da saúde adverte que as pessoas suspendam suas férias para a Argentina, EUA ou países onde hajam focos da gripe, alegam que as empresas de turismo são obrigadas a devolver o dinheiro... (ah, ah, ah...)

Agosto chegou e muito se divulga sobre a gripe. Casos de morte, gente que não recebe atendimento em postos e hospitais públicos, remédios não distribuídos à população. Médicos dizendo que a situação é grave, outros dizendo que não é tanto assim...

Pelo sim, pelo não, por enquanto estão abolidas as sessões de cinema, passeios a shoppings e locais fechados com aglomeração de pessoas.

Na minha opinião muito particular, acredito que esta situação poderia ter sido amenizada lá trás... Lá em março de 2009, se as autoridades responsáveis pela saúde tivessem alertado a população sobre os cuidados básicos de higiene e "etiqueta da gripe".

Há dois anos frequento trocadores de locais públicos (shoppings, buffets infantis, etc) e o que eu já vi de mães que trocam as fraldas de seus filhos e saem tranquilamente sem lavar as mãos, não está no gibi! Se mulheres que por teoria são infinitamente mais cuidadosas que os homens fazem isso, que dirá os machos, hein? E olhe que as mulheres que falo, não são de periferia não! Muito pelo contrário, são madames chiques no "úrtimo"... Oh, porquice!

Tem buffets infantis que oferecem trocadores, que não tem uma misera piazinha para lavar as mãos... Como pode um trem destes?

E eu que não sou Pilatos, nem boba, LAVO AS MINHAS MÃOS, 10 vezes por dia, no minímo!!! (Se o Ministério da Saúde não faz o seu papel direito, façamos nós a parte que nos cabe!)

O coitado do porco é o pato da vez a pagar a conta.

sábado, 8 de agosto de 2009

CAMISA DE FORÇA

Às vezes eu queria levantar menos fervura, mas talvez seja impossível, pois o sangue italiano corre em minhas veias....

Às vezes eu queria ser mais doce e mais leve...

Às vezes eu queria ter menos sangue de barata e rodar bem mais a bahiana que habita meu ser, assim quem sabe faria menos papel de boba! Talvez escutasse menos bobagem do que deveria...

Tem um terapeuta disponível por aí?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

MARGARIDAS E BORBOLETAS

Amo margaridas e borboletas pela delicadeza, pela beleza singela que ambas representam.

Amo margaridas por que tenho uma tia muito querida com este nome? Também. Minha tia é destas mulheres de fibra, criativa com seus afazeres, suas pinturas, resistente no seu pensar, no seu sentir, na sua existência. Exala um amor sereno, persistente, aroma resiliente, como poucos hoje em dia.

Amo margaridas pelo seu modo de resistir aos ventos, às chuvas, sempre mantendo a simplicidade, sem perder a classe e beleza.

Amo as borboletas pelo seu colorido, por serem leves como o ar e também pela capacidade de se reinventar e se transformar.

O mundo é mais belo com elas, as margaridas, a minha tia e as borboletas...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PERCEPÇÕES * * PRÉ-DURANTE-PÓS GESTAÇÃO**

As percepções variam e vão se modificando de acordo com as experiências e fases da vida do ser humano. Isso nunca ficou tão claro, quanto evidente para mim quanto agora, momento em que vivo ativamente a maternidade.

Muito antes de engravidar lembro dos receios que tinha, que íam desde o "não vou dar conta", pensamento básico de quase todas as mulheres que nunca vivenciaram o ser mãe, até o de "não ser capaz de educar meu filho" ou como fazer um "filho caber" na minha agenda se não dou conta nem de mim? Confesso, minhas aflições eram tantas, que eu temia ter filhos sob estas condições.

E se eu não amar meu filho? Se ele não me amar? Ficarei frustrada se não tiver filhos? Vou me sentir frustrada se tiver filhos e tiver que deixar as minhas coisas de lado? Enquanto não elaborei as milhares de dúvidas sobre a maternidade eu não quiz filhos.

Nunca suportei a ideia de um filho ser um descuido, um acidente, nunca quiz isso prá mim. Ouvi uma vez que fui um descuido, lá por volta dos meus 10 anos. Lá se vão 30 anos desde então, mas acho que ainda não consegui resolver esta fala, nem mensurar o efeito, do seu ecoar dentro de mim até hoje. Eu não queria viver o outro lado desta moeda, ponto bem definido para mim, eu seria mãe se e só quando quisesse muito.

Não me arrependo desta escolha. Fui mãe oficialmente aos 37 anos, mesmo envolta a tantas novidades e stress hormonal, vi nascer também uma paciência impar para quem sou.

Ok, sinto receios de não acompanhar meu filho, por outro lado meu comprometimento, a maturidade e qualidade de amor que sinto hoje, não seriam as mesmas se não tivesse respeitado meus sentimentos, os tempos que precisei para fazer as minhas escolhas.

Durante a gestação, gradualmente, a medida que crescia o barrigão, as dúvidas, os receios foram dissipando gradualmente, quase que minguando. Sentia-me plena, feliz como se nada, nem ninguém pudesse abalar a minha paz. Foi uma das fases em que me senti mais disciplinada e organizada. Mantive firmes os meus propósitos de formar em torno de mim e do filhote, uma aura de pensamentos e sentimentos positivos. Foi a época em que mais respeitei meu corpo e no embalo as minhas vontades. Tinha um brilho vivo no olhar e com ele segui a cuidar da vida prática.

Decidir enxoval, carrinho, berço, curso de gestante, a maternidade, o parto... Foi a fase em que melhor estruturei e realizei os meus planejamentos. Aos 06 meses de gestação tudo estava pronto para a chegada do Vini. Foi ótimo!

Segui o sábio conselho de lotar meu freezer com comidinhas. Essa foi uma das minhas tábuas de salvação na loucura do pós parto.

Nasceu, olha! Lágrimas nos olhos, sorriso amplo na cara e na alma. A sensação do "então é mesmo tudo verdade" é absolutamente fantástica. Tudo que a gente faz neste primero momento é "olhar". Foi o que eu fiz, olhei aqueles olhos tão penetrantes, tão profundos (como é possível num serzinho tão pequeno, um olhar de tanta amplitude). Aquele chorinho... "Oi meu Querido! Bom dia! Sinta-se bem-vindo..." Tudo o que precisou para cessá-lo foi ouvir a minha voz, o meu amor. Naquele momento não me dei conta, mas ele já havia me reconhecido.

É um encantamento, doce, profundo, cheio de suspiros. É hipnotizante, a gente fica num estado semelhante, palidamente semelhante, de quando se está apaixonado. Tão intenso que é díficil descrever.

O bicho pega, pelo menos para mim pegou no pós parto. Durante algum tempo eu me sentia fora de mim, como se estivesse desconectada de mim mesma. Senti-me assustada com as interferências externas e com as "ajudas" não solicitadas. Sentia às vezes meus espaços sendo invadidos, e no susto algumas vezes senti-me desrespeitada. (É uma loucura, pois todo mundo quer fazer por você o seu papel! Presumem que você não sabe o que está fazendo...) Tudo o que eu queria era sentir, estar com meu bebê, me adaptar a ele, integrá-lo ao meu mundo. Tudo o que eu queria era tempo para aprender a ser mãe. (Em paz!)

Pausa.

Há outros tipos de mães. Que fazem festa, que querem todo mundo em volta, que ouvem a tudo e a todos. Ok! Cada mãe no seu jeito, no seu tempo, no seu estilo.

Eu preciso de tempo para me adaptar. Preciso estar centrada, focada e durante os primeiros dias da maternidade eu precisava de tempo, do silêncio e da privacidade para inteirar-me do meu "assunto" novo, do meu bebê. Muito gente em volta, muitos palpites, muitos questionamentos me deixavam atordoada, zonza.

Toda mãe precisa de paz!

Cada uma do seu jeito.

O meu jeito foi o silêncio, a intimidade, a privacidade, o amor. Tive alguns sustos, surtos de impaciência, de raiva, de choro nos primeiros 40 dias. Sempre percebi claramente a influência dos hormônios nos meus estados emocionais, mas no pós parto eles viravam monstros gigantes! Sentei algumas vezes sózinha na cama, chorei copiosamente, outras contei até 10, rumava pro chuveiro e em momentos extremos batia nas almofadas. Achava-me louca. Coragem de contar para alguém? Só para uma amiga de longa data, ainda assim, bem baixinho, quase um sussurro. Graças a Deus, os hormônios ficaram mais mansos e eu voltei ao estado de serenidade, aceitável.

Por quê ninguém conta isso? (Com todas as letras). Será que com a medicina tão avançada não existe algo que passa aliviar estas sensações tão desconexas? Fato é que tudo foi entrando nos eixos, os hormônios, eu fui descobrindo meu jeito de ser mãe.

Fui (e continuo) aprendendo a mostrar aos outros os meus limites e como respeitá-los. Tarefa muitas vezes senti como ingrata, mas absolutamente necessária. Penso que sei respeitar o espaço do outro, logo mereço e quero meu espaço respeitado também. Justo assim. Simples assim.

Sinto-me muito mais vaidosa depois que "virei" mãe, ainda acho isso tão engraçado. Sinto-me mais disponível, mais disposta para cuidar do outro, mais aberta para ouvir e para falar.

Sinto-me muito confiante sobre o que ensino e os valores que transmito ao meu filho. Acho que faço o que tem que ser feito. Claro que tenho dúvidas, mas vou tentando saná-las a medida que as situações novas se apresentam. Há ações que tomo pensando lá na frente, no futuro. Meu bebê hoje é educado para ser amanhã um homem íntegro, de bem, correto, amoroso. Se vou dar conta do recado? Tenho feito tudo que está ao meu alcance para que sim.

Se ele assimilará tudo? Não sei dizer, mas meu coração de mãe só pode desejar fortemente que sim. Sei que assimilar é o papel dele, o meu é transmitir (pelas palavras, pelos atos, pelas ações, e tudo mais e modos que a imaginação de mãe permitir).

Ainda me questiono surpresa se já sou mãe. Dou risada sózinha. É tudo tão real, tão concreto, que provas mais eu quero? Além deste amor tão belo?

A FORÇA DAS PALAVRAS

Andamos no mundo ao som das palavras que expressamos e sentimos em nossos corações...

É imperioso o cuidado com as palavras, pois são fortes águas que se transformam em realidade a medida que são liberadas...